Esta segunda-feira (18/10) o PS pediu explicações ao presidente da Câmara de Estarreja sobre a emissão de óxido de azoto numa unidade do complexo químico. Segundo o partido, o Serviço Municipal de Proteção Civil, tratou o assunto como “um acontecimento inofensivo para a saúde pública”, quando “o óxido de azoto, reagindo com o oxigénio presente no ar, forma dióxido de azoto, um dos principais poluentes atmosféricos e um gás altamente tóxico”.
Em questão está a emissão de gases da passada sexta-feira (15/10) da fábrica de acido nítrico, Bondalti, provocada por um “um corte externo de energia elétrica”. Segundo o comunicado da Proteção Civil, “esta é uma limitação até das melhores tecnologias existentes”, mas garantem, “a emissão destes poluentes, com forte impacto visual, não constitui qualquer risco para a saúde da população, ambiente, nem para a segurança das instalações”.
No entanto, o partido socialista destaca que “a estação de medição da qualidade do ar em tempo real, às 13:00, do dia 15 de outubro, assinalava a qualidade do ar como ‘moderado’, o que desde logo levanta questões à normalidade que se pretende dar a ocorrências deste tipo”, e apesar de reconhecer “os esforços que têm sido feitos pelas empresas ao longo dos anos para combater a poluição”, lembra que Estarreja é considerado “um dos concelhos do país com pior qualidade do ar”.
