COMEÇOU O PROCESSO DE DEMOLIÇÃO DO POLÉMICO PRÉDIO COUTINHO
Depois de vários anos em processos judiciais e milhões gastos em indemnizações e realojamentos, o Edifício Jardim vai ser, finalmente, demolido.
Redação
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20 de Outubro 2021, 16:50
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Passaram mais de 20 anos desde que José Sócrates, ainda como ministro do Ambiente, defendeu a demolição do Edifício Jardim, conhecido por prédio Coutinho, em Viana do Castelo. A luta entre a entidade pública detentora do edifício e os residentes andou, ao longo destes anos, dentro e fora dos tribunais. Agora, seis meses depois da saída dos moradores, que chegaram a ser 300, começaram finalmente os trabalhos de demolição.

A Viana Polis (detida em 60% pelo Estado e em 40% pela Câmara local) é a proprietária do imóvel desde 2005, e terá a demolição do prédio como última função antes de ser dissolvida, como aconteceu às restantes sociedades do programa Polis.

Há três semanas, uma equipa de 30 pessoas começou a limpeza do interior, isto é, a retirar vidros, janelas, alumínios e madeiras dos 105 apartamentos divididos por 13 andares. A desconstrução gradual do edifício, durante os próximos seis meses, foi o método de demolição escolhido devido à localização do famoso prédio em pleno centro histórico. O processo vai implicar o condicionamento de trânsito nas ruas adjacentes e a cobertura do edifício por uma lona amovível para evitar projeções de materiais. No total, serão gastos € 17 milhões em indemnizações ou realojamento dos proprietários e inquilinos e € 1,2 milhões no processo de derrube.

Matos Fernandes, Ministro do Ambiente e Ação Climática, falou, em agosto, sobre a demolição do edifício com vista para o rio lima. Em declarações ao JN, o governante considerou que o prédio Coutinho era a “única razão para Viana do Castelo não ser Património Mundial” da Unesco.

“Nós precisamos também de ícones e de referências. Estou certo que Viana do Castelo, ao candidatar-se para Património Mundial, este centro histórico vai acrescentar valor também à região Norte, que já tem outros espaços e áreas classificadas”, disse ainda.

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