PAÇO DE SOUSA CONQUISTA RECORDE DE AUTOSSUFICIÊNCIA ENERGÉTICA
Através da produção de biogás, Paço de Sousa conseguiu produzir 89,5% da energia consumida durante o mês de setembro.
Redação
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19 de Outubro 2021, 10:00
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A SIMDOURO, sociedade anónima de capitais responsável pela gestão da ETAR de Paço de Sousa, divulgou que a ETAR atingiu um novo recorde de autossuficiência. De acordo com um comunicado da empresa, o facto da ETAR de Paço de Sousa ter conseguido produzir 89,5% da energia consumida em setembro permitiu obter um custo energético negativo e reduzi-lo no tratamento de águas residuais.  

A Estação de Tratamento de Águas Residuais, recebe um caudal médio de 8.000 m3/d de águas residuais provenientes dos concelhos de Lousada, Paredes e Penafiel e, no mês passado, consumiu 125.185 kWh/mês, tendo obtido através da produção de biogás 112.043 kWh/mês, número que representa 89,5% do consumo. 

Com este projeto, a ETAR de Paço de Sousa tem vindo a conseguir obter índices de autossuficiência energética mensais superiores a 80%. “Ao utilizar o biogás produzido no processo de tratamento, esta ETAR constitui um exemplo notável de sinergia industrial e de criação de valor na economia circular, que contribui para redução da pegada de carbono, representando um marco na diminuição da independência energética do nosso país”, lê-se na nota enviada pela SIMDOURO, uma sociedade anónima de capitais responsável pela construção, gestão e concessão do sistema multimunicipal de saneamento do grande Porto, informa a SIMDOURO em comunicado 

Além disso, a “ETAR de Paço de Sousa foi alvo da implementação de um projeto inovador de co-digestão das lamas geradas na ETAR com um efluente industrial de produção de biodiesel. A SIMDOURO utiliza as etapas de digestão anaeróbia para fazer co-digestão dos efluentes industriais ricos em matéria orgânica, conseguindo aproveitar a capacidade instalada da digestão anaeróbia e produção de energia, as capacidades técnicas das equipas de exploração, beneficiando desta forma de uma forte redução dos custos de operação”, conclui. 

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