LÍDERES DA UNIÃO EUROPEIA DEBATEM SOBRE A CHINA E A RÚSSIA
Cimeira do Conselho Europeu realiza-se hoje, em Bruxelas
Redação EuroRegião com LUSA
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29 de Junho 2023, 10:09
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Os líderes europeus reúnem-se hoje em Bruxelas para uma cimeira do Conselho Europeu dominada pelas migrações e pelo reequilíbrio da estratégia para a China, mas com a rebelião dos mercenários Wagner na Rússia em pano de fundo.

A cimeira terá início pelas 13:00 locais (12:00 em Lisboa) com um almoço entre os representantes dos 27 Estados-membros e o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, para antecipar a cimeira da Aliança Atlântica, em julho, e abordar a rebelião do grupo paramilitar Wagner contra o Kremlin, no passado fim de semana.

O primeiro-ministro português, António Costa, vai participar na cimeira do Conselho Europeu.

A Ucrânia é o tópico seguinte na agenda dos líderes europeus e está prevista a participação por videoconferência do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Na discussão deverá entrar a destruição da barragem da central hidroelétrica de Nova Kakhovka, em 06 de junho.

Num rascunho das conclusões da cimeira, a que a Lusa teve acesso, os chefes Estado e de Governo da UE vincam que o bloco comunitário “continuará a prestar um forte apoio financeiro, económico, humanitário, militar e diplomático à Ucrânia e ao seu povo durante o tempo que for necessário”.

Condenando “com a maior veemência a destruição deliberada” da barragem, que tem “consequências humanitárias devastadoras”, os líderes europeus criticam Moscovo por “transformar os alimentos em armas”, dada a ameaça russa de não renovar o acordo de exportação de cereais no Mar Negro, cujo prazo expira em meados de julho.

Ainda hoje está prevista uma discussão alargada sobre migrações, que, de acordo com fontes europeias, consumirá grande parte da discussão, depois de, em meados de junho, os ministros europeus terem chegado a acordo para reformar as regras sobre as migrações e asilo.

“O recente e trágico naufrágio no Mediterrâneo e as muitas vidas perdidas recordam-nos claramente a necessidade de continuarmos a trabalhar incansavelmente no nosso desafio migratório europeu. Após um relatório da presidência do Conselho e da Comissão, analisaremos a situação migratória e os progressos na aplicação das nossas conclusões de fevereiro”, assinala o presidente do Conselho Europeu na missiva enviada aos 27.

Neste Conselho Europeu os líderes também discutirão a renovação da estratégia para a China, país que é simultaneamente encarado pelos 27 como um adversário e como um parceiro em questões como as alterações climáticas e o papel que Pequim pode desempenhar no fim da guerra na Ucrânia.

Esta discussão está prevista para sexta-feira, dia que terá também um ponto sobre a segurança económica da UE, proveniente de uma proposta do executivo comunitário apresentada há uma semana com o propósito de debelar as fragilidades com países como a Rússia e a China.

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