Os moradores do Largo do Capitão Pinheiro Torres de Meireles, mais conhecido por Largo de Cadouços, na Foz do Douro (Porto), estão contra a construção de um parque de estacionamento subterrâneo que irá destruir o jardim do largo.
A autarquia garante que o jardim vai ser mantido e requalificado, e justifica a construção do parque por esta zona estar “descaracterizada pela pressão de estacionamento”. “A construção do parque não implica o desaparecimento do jardim”, até prevê a “recuperação” do espaço, “respeitando integralmente as suas características, quer ao nível do detalhe construtivo quer ao nível de todo o mobiliário urbano definido (bancos, papelarias, quiosques)”, assegura a Câmara do Porto.
Mas os moradores não estão convencidos e, contrariamente ao parecer da Câmara, dizem não precisar de mais estacionamento. “Sou uma moradora sem garagem e raramente tenho dificuldade em estacionar. Quando não tenho lugar tão perto não demoro mais do que três minutos a chegar a casa desde o lugar onde parei”, assegura Fátima Santos ao Público.
Outra das suas preocupações são as casas do século XVIII que temem não ter estabilidade estrutural suficiente para sobreviverem a uma obra destas.
A polémica já não é nova, na verdade, o projeto é de 2017 e, na altura, o plano era para 240 lugares. Agora, estão previstos apenas 100, mas passados quatro anos, segundo a autarquia, o concurso para a construção do parque “não foi ainda lançado”.
Enquanto isso, a petição pública dos moradores contra a construção do parque já vai com 578 assinaturas.
