O Centro de Apoio à Vida (CAVI) da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral tem vindo a apoiar a autonomia de cidadãos com deficiência, quer na progressão de estudos, quer no acesso ao mercado de trabalho.
O novo projeto piloto da APPC Faro permite que 20 pessoas com deficiência no Algarve tenham uma vida autónoma através da disponibilização de assistentes pessoais para apoio na realização de atividades do dia-a-dia. Esta iniciativa insere-se num programa que abrange, atualmente, 900 pessoas em 35 centros espalhados pelo país. O acesso a este apoio é, de acordo com a APPC Faro, restrito a pessoas com deficiência ou incapacidade com grau igual ou superior a 60%.
Segundo a organização, os objetivos do novo projeto são: promover o aproveitamento de oportunidades para a saúde, a participação, segurança e acesso a ofertas de desenvolvimento pessoal e profissional; desenvolver a autonomia e vida independente da pessoa com deficiência ou incapacidade, e promover a dignidade e autodeterminação da pessoa; Promover a dignidade e autodeterminação da pessoa.
Carina Kaupe já teve acesso ao apoio, e é acompanhada diariamente por Isabel Van Der Kelen, o que lhe “trouxe mais autonomia, liberdade, independência e oportunidade de estudar de forma mais acompanhada e desafogada, libertando os meus pais”, afirma à Agência Lusa.
Para Isabel Van Der Kelen, Carina é uma das quatro pessoas a quem já prestou apoio, mas a assistente realça que neste projeto “não é só a parte monetária e trabalhar para cumprir horário é fazer a diferença e sentir que a pessoa fica beneficiada”, admitiu.
No âmbito deste projeto, Ana Sofia Antunes, secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, afirma que o Governo vai prolongar os projetos por “mais seis meses” para que a transição para o novo quadro de apoios possa ser feita “com tranquilidade”.
