O Executivo liderado apresentado por António Costa apresenta o novo pacote de apoio às empresas como a “maior intervenção de sempre” que, com uma verba de 3.000 milhões de euros, vai canalizar 2.000 milhões para atenuar o aumento dos preços da energia causados pela inflação e Guerra na Ucrânia. Os restantes mil milhões vão ser utilizados no setor do gás.
Eletricidade e Gás
Segundo Duarte Cordeira, ministro do Ambiente, referiu que no caso da Eletricidade, os apoios serão geridos pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos e que o regulador deverá “estruturar a distribuição destes investimentos naquilo que é a política tarifária do próximo ano”, explicou o governante.
No caso do gás, os apoios deverão ser cedidos da mesma forma, mas ao contrário do que acontece na Eletricidade, o desconto nestas tarifas não deverá ser aplicado sobre a totalidade da fatura – só no pagamento correspondente a 80% do consumo médio da empresa “nos últimos anos”, numa tentativa de desincentivar o consumo de gás.
De acordo com o Governo, o apoio centrado nas empresas justifica-se uma vez que “o mercado doméstico não teria aumentos significativos na eletricidade“, um pressuposto que disse decorrer do diálogo com o regulador.
Além disso, o ministro sublinhou que a ajuda às empresas acaba por ter um efeito indireto de auxílio às famílias, na medida em que “ao interferirmos na eletricidade e gás estamos a interferir no pão, leite… em todos os domínios de produtos da nossa sociedade”, esclareceu o ministro.
Assim sendo, de acordo com a informação avançada pelo jornal ECO, o impacto destas medidas deverá ser notado no primeiro mês do próximo ano.
