Não é a primeira vez que Jens Stoltenberg afirma que a guerra está a fugir aos planos de Vladimir Putin. O secretário-geral da NATO salientou hoje que o Presidente russo, Vladimir Putin, “está a falhar na Ucrânia”, admitindo porém cautela sobre eventual uso de armas nucleares por parte da Rússia.
“O Presidente Putin está a falhar na Ucrânia e a sua tentativa de anexação [das regiões separatistas], a mobilização parcial [de reservistas] e a retórica nuclear imprudente representam a escalada mais significativa desde o início da guerra e revelam que ele sabe que esta guerra não está a decorrer como planeado”, disse hoje o responsável da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), falando em conferência de imprensa na sede, em Bruxelas.
Para Jens Stoltenberg, “a Ucrânia tem o ímpeto e continua a fazer ganhos significativos, enquanto a Rússia recorre cada vez mais a ataques horríveis e indiscriminados contra civis e infraestruturas críticas”. No entanto, e apesar de “a NATO não ser parte do conflito”, Stoltenberg vincou que a organização tem estado a prestar apoio “com um papel fundamental”, para defesa da soberania da Ucrânia, assegurando que tal suporte se manterá “durante o tempo que for necessário”.
Numa altura em que o Kremlin ameaça o Ocidente com armas nucleares, Jens Stoltenberg salientou que “as ameaças nucleares do Presidente Putin são perigosas e irresponsáveis”. “A Rússia sabe que uma guerra nuclear não pode ser ganha e nunca deve ser travada”, mas de qualquer forma “estamos a acompanhar de perto as forças nucleares russas”, garantiu.
Na próxima semana, a NATO irá realizar o seu exercício de dissuasão Steadfast Noon, “um treino de rotina que acontece todos os anos para manter a dissuasão nuclear a salvo, segura e eficaz”.
“O objetivo fundamental da dissuasão nuclear da NATO sempre foi preservar a paz, prevenir a coerção e dissuadir a agressão”, assegurou.
Questionado sobre a altura para realização deste exercício, dadas as atuais tensões nucleares, Jens Stoltenberg apontou que “agora é o momento certo para ser firme e para ser claro que a NATO está lá para proteger e defender os Aliados”.
