Segundo os dados divulgados hoje pelo INE, a esperança de vida à nascença registou aumentos em todas as regiões entre 2018-2020, especialmente nas Regiões Autónomas, no entanto, é nas ilhas que os portugueses vivem menos anos.
O arquipélago dos Açores é a região do país com a esperança média de vida mais baixa, seguida do arquipélago da Madeira. No continente, os portugueses vivem pelo menos mais dois anos. À nascença, os açorianos esperam viver 78 anos, em todas as regiões de Portugal continental, a esperança de vida à nascença é superior a 80 anos.
Também depois dos 65, os açorianos só vivem, em média, mais 17 anos, enquanto no continente são pelos menos mais 19.
É na região Norte que se situam os valores mais elevados da esperança de vida à nascença para o conjunto da população (81,46 anos) e, em particular, para os homens (78,55 anos). Já para as mulheres, é na zona Centro que esperam viver até mais tarde (84,00 anos).
No que toca à diferença entre géneros, é na Madeira que existe maior disparidade as mulheres podem esperar viver em média, respetivamente, mais 6,89 e 6,82 anos do que os homens. Na Área Metropolitana de Lisboa e na região Norte observaram-se as menores diferenças de longevidade entre sexos (5,41 e 5,44 anos, respetivamente).
À nascença a esperança média de vida dos portugueses foi de 81,06 anos para o total da população, 78,07 anos para os homens e de 83,67 anos para as mulheres, em 2018-2020. A esperança de vida à nascença continua a ser superior para as mulheres, mas a diferença para os homens tem vindo a diminuir, sendo agora de 5,60 anos (6,02 em 2008-2010).
As três regiões com maior longevidade aos 65 anos foram: Região de Coimbra (20,39 anos), Terras de Trás-os-Montes (20,28 anos) e Alto Tâmega (20,25 anos).
