CHANCELER ALEMÃO REPETE A HISTÓRIA E QUER… MAIS PODER
A ideia não é nova. Chanceler alemão quer tornar a Alemanha na “força armada mais bem equipada da Europa”.
Maria João Silva
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16 de Setembro 2022, 16:00
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Olaf Scholz, chanceler alemão, defendeu que a Alemanha deve ser a “força armada mais bem equipada da Europa”, tendo também apelado para que os estados-membros da NATO assumam mais responsabilidades.

“Como a nação mais populosa, com o maior poder económico e localizada no centro do continente, o nosso exército deve tornar-se o pilar da defesa convencional da Europa, a força armada mais bem equipada da Europa”, afirmou Olaf Scholz num discurso perante os responsáveis das Forças Armadas unificadas alemãs.

A Guerra na Ucrânia fez soar o alarme no país germânico e o Executivo alemão, em resposta, criou um fundo especial de 100 mil milhões de euros para atualizar o equipamento do exército e fazer uma renovação estratégica. “Um antigo ministro da Defesa alemão achava que estávamos apenas ‘cercados de amigos’. A verdade é que a política, os negócios e grande parte da sociedade acreditaram de boa vontade nesta tese e daí saíram importantes conclusões”, lamentou o governante.

De acordo com o líder alemão, com o investimento no exército, o Executivo alemão pretende “mostrar com clareza e credibilidade que a Alemanha está pronta para assumir a responsabilidade maior pela segurança do nosso continente”, argumentou Scholz, acrescentando que pretende “usar as possibilidades já oferecidas pelos tratados da União Europeia para confiar missões a um grupo de Estados-membros, uma ‘coligação de pessoas determinadas’” para facilitar possíveis ações militares europeias.

Na visão do político, “o problema mais premente na Europa pode ser o número completamente inextricável de sistemas de armas e equipamentos militares, além da concorrência entre as várias empresas de armas” e defende que “só um aumento coordenado das capacidades europeias permitirá à Europa agir”, afirmou, atribuindo “particular importância ao domínio da defesa aérea – coordenado a nível europeu e a funcionar como reforço do pilar europeu da NATO”, concluiu.

Fotografia:  Inga Kjer/ photothek/Deutscher Bundestag

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