O município detetou as valências e os problemas do concelho ao nível social, através de um diagnóstico, que permitiu a elaboração de um Plano de Ação, que visa dar resposta às necessidades reveladas.
“Detetámos necessidades para cerca de 60 famílias, ou seja, 60 famílias que nós consideramos que estão a viver indignamente”, disse hoje António Oliveira, vice-presidente do Município da Tábua. Além disso, o governante referiu que existem habitações que “não estão devidamente enquadradas”, ou seja, o agregado familiar é maior para o que a infraestrutura deveria abrigar, com, por exemplo, dois ou três filhos a dormir num quarto.
“O objetivo aqui, até ao final de 2025, é melhorarmos as condições de habitabilidade em pelo menos 50% das famílias. Já vimos que, destes 60 agregados familiares, apenas 30 [agregados] têm a propriedade do imóvel, ou seja, estavam passíveis de serem candidatados [ao Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU)]”, adiantou.
Nas mesmas declarações o político explicou ainda que no Plano de Ação constam eixos ao nível da demografia; da família, da infância e juventude; a terceira idade e ainda da educação, emprego, formação e qualificação.
Neste sentido, a autarquia pretende: promover o envelhecimento ativo, através de um acompanhamento ao idoso, já que muitos estão sozinhos em casa e não comunicam uns com os outros; aumentar o número de vagas para o dobro na Academia Sénior, fomentar atividades físicas, desportivas e pedestres para idosos, bem como criar um novo sistema digital de acompanhamento dos idosos, entre outras medidas; desenvolver, nomeadamente, mais ações de formação ao nível da intervenção familiar e parental, assim como a abertura de salas municipais de ATL na freguesia de Midões, Mouronho e Tábua; e ainda o convívio entre idosos.
“Alguns dos objetivos não são possíveis de realizar no ano em curso. Então, temos como horizonte o ano de 2025, sendo que muitas delas [das medidas], mais de 50%, são realizadas este ano”, concluiu.
