O aumento dos custos de gestão e tratamento de Resíduos Urbanos está a gerar polémica na Região de Coimbra. Segundo um comunicado enviado à Rádio Boa Nova, os autarcas consideram os aumentos dos custos do setor como algo incompreensível no atual contexto e alertam que os mesmos estão a ter impactos “dramáticos” nas contas dos municípios.
“A título de exemplo, a tarifa da ERSUC aumentou 53% em 2022 para 44,54€ por tonelada tratada, a que acrescem os custos com a recolha. Além disso, a Taxa de Gestão de Resíduos (TGR) aumentou 100% de 2020 para 2021 e até 2025 vai aumentar 218% (em 5 anos, comparando 2025 com 2020). Ou seja, até 2025 o custo total de tratamento de resíduos vai aumentar 98,90%, entre taxa e tarifa. Este aumento poderá contribuir para uma alteração do caminho até aqui conseguido no que toca à gestão de resíduos por força dos encargos tendencialmente incomportáveis que estão em causa. Os autarcas temem, ainda, que esta problemática poderá colocar grandes desafios ao setor dos resíduos, com consequências para todos os cidadãos, nomeadamente com aumento da fatura dos consumidores”, pode ler-se no documento.
Para colmatar a situação, os edis solicitam que o Governo liderado por António Costa crie medidas corretivas, uma vez que a aplicação do atual regime tarifário no presente contexto revela-se “inadequado”. “As autarquias têm, neste momento, um fardo enorme com esta tarifa. O valor é excessivo e tem de ser recalculado e revisitado. Exigimos que o Governo tome medidas para baixar este custo, porque senão corre o risco de os municípios deixarem de pagar o tratamento de resíduos”, revelaram no mesmo documento.
Assim, o Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra vai avançar com pedido de reunião urgente com o Ministério do Ambiente e da Ação Climática, com o objetivo de solicitar medidas para mitigar o impacto brusco no aumento dos custos com o tratamento de resíduos, tendo em vista a amenização do impacto que os aumentos sucessivos podem vir a ter no erário dos municípios e, principalmente, nos munícipes.
