O projeto “à escuta: Casa Floresta”, que começou em junho e decorre até setembro, está centrado na Casa da Guarda de Covões, uma antiga casa de guarda-florestal situada perto da aldeia de Balocas, em Seia.
O espaço foi cedido para o desenvolvimento da iniciativa que envolve encontros com especialistas de várias áreas, a criação de um mapa virtual, uma instalação e um espetáculo que será apresentado em vários pontos do país. Segundo os promotores, o projeto, que envolve “propõe falar com a população local e gravar em áudio e vídeo as suas histórias e memórias como forma de analisar as questões dos incêndios e das alterações climáticas e o que pode ser feito para preveni-los”, referem.
Estes dois vales – Vide e Figueiró da Serra – em lados opostos do Parque Natural da Serra da Estrela, são caracterizados por práticas distintas em torno da floresta. De um lado, um território que preserva alguma floresta autóctone e inverte a tendência de desertificação (Figueiró, Gouveia), do outro um território de floresta mais marcado pela monocultura e com desertificação elevada (Vide, Seia)”, é salientado em comunicado enviado à Lusa.
Nik Völker, um dos criadores do projeto juntamente com Joana Sá, Luís J Martins e Corinna Lawrenz, afirma que um dos objetivos da iniciativa é recolher as memórias das pessoas sobre a floresta “e o que é que essas memórias podem fazer sobre o presente e o futuro”, disse, acrescentando que no dia 3 de setembro se realiza um um encontro caminhada, entre a Casa da Guarda de Covões e o “antiteatro” de Frádigas, estando também prevista a apresentação do “anti-mapa” virtual e a instalação “anti-mapa: floresta”, seguindo-se uma assembleia com a comunidade local.
