SECA: “HÁ BARRAGENS PRÓXIMAS DO VOLUME MORTE”
De acordo com o Governo, o país tem água para consumo humano até dois anos. É preciso pensar, seriamente, em racionamento.
Manuel Ribeiro
Texto
5 de Julho 2022, 17:54
summary_large_image

De acordo com o Governo, o país tem água para consumo humano até dois anos, e admite racionamentos em algumas zonas do país. “Há barragens próximas do volume morte” (designação técnica), disse o secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e Ordenamento do Território, João Catarino, numa visita ao concelho de Terras do Bouro, esta manhã (05/07).

“Não vai faltar água para consumo humano”, assegurou João Catarino aos jornalistas, reconhecendo que a situação pode agravar e por isso lança o apelo para que haja uma utilização “mais eficiente” da água.

Abrantes assegura fornecimento de água com a ajuda dos Fundos Europeus

No inicio de julho, o EuroRegião conversou com Ricardo Aparício, diretor-delegado dos Serviços Municipalizados de Abrantes, uma das regiões que assumiu uma estratégia preventiva no que diz respeito ao fornecimento de água na região.

O concelho de Abrantes desenvolveu um projeto de fornecimento de água a partir da Albufeira de Castelo de Bode, obra que permite o fornecimento de água para consumo a todo o concelho de Abrantes. “ A estratégia foi pensada há 20 anos, numa altura que ainda não se falava de seca”, diz Ricardo Aparício.

É um investimento de cerca de 3 milhões de euros, que foi inaugurado no ano passado e com apoios comunitários. “Com este investimento, conseguimos servir cerca de 80% do concelho de Abrantes com água de Castelo de Bode e conseguimos mitigar um pouco a seca”, adianta o dirigente na entrevista que pode ser vista na íntegra no canal EuroRegião.

 

Foto: Vitor Oliveira / Barragem de Castelo de Bode

  Comentários