Atualmente, há 858 medicamentos em rutura nas farmácias portuguesas, o que representa 8% do total de medicamentos comercializados e sujeitos a receita médica. Isto deve-se a problemas de produção, que, segundo os dados disponíveis na Plataforma de Gestão da Disponibilidade do Medicamento, podem levar meses ou dias a serem corrigidos.
Para Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos, a situação “é preocupante”, visto que estas falhas podem prejudicar os doentes. “Os médicos fazem de tudo para encontrar soluções”, no entanto, Miguel Guimarães pede ao Estado para que sejam criadas alternativas para combater este problema.
Medicamentos como o Inderal, para a hipertensão, e o Mesterolona, que trata problemas de infertilidade masculina, entraram em rutura e não há previsão certa de quando vão ser repostos. Prevê-se que o Inderal volte a estar disponível em janeiro de 2023, enquanto isso, os doentes podem recorrer ao medicamente através de uma Autorização de Utilização Excecional.
Já o Mesterolona teve um aumento substancial nas vendas a nível global e estava previsto ser reposto em setembro, mas ainda não aconteceu.
Contudo, há casos que não são relatados à Gestão da Disponibilidade do Medicamento – o medicamento Ozempic, que serve para o tratamento da diabetes tipo 2, está a ser altamente prescrito a quem tenciona perder peso. O Infarmed já pediu aos médicos para que tenham consideração pelos doentes diabéticos.
